“Quando eu falar e quando eu ouvir,

Que a luz do amor brilhe através de mim.”

Ruth Bebermeyer

Vivemos tempos em que várias consciências de uma escala evolutiva superior atuam unidas, sem cessar, num grande esforço coletivo de salvar a nossa humanidade. Nesse contexto, muitas bênçãos são enviadas por Misericórdia[1] divina. Não por merecimento, mas por extrema necessidade decorrente da ignorância humana. Como chegamos a tal ponto? Como nos emaranhamos de tal maneira na trama dos conflitos enredados pelas forças involutivas?

comunicação

Diversas são as causas para a atual situação, mas é certo que a forma como nos comunicamos é uma importante chave para compreendê-la. Sem perceber, nossa comunicação foi tornando-se cada vez mais ineficaz e conflituosa, trazendo confusão e infelicidade. Desconectados de nós mesmos, não conseguimos conectar-nos com os outros, afastando-nos daquilo que realmente almejamos e criando um ambiente mais suscetível à violência.

Um exemplo de uma linguagem que nos leva a essa desconexão é aquela permeada de julgamentos moralizantes que deixam implícita uma natureza negativa daqueles que não estão em concordância com os nossos valores, uma linguagem cheia de noções de certo e errado, bom e mau, comparações e classificações, onde alimenta-se o ego em detrimento do amor. Hoje já se sabe que há notavelmente menos violência nas sociedades em que se pensa em termos de necessidades humanas do que naquelas repletas de rótulos maniqueístas que solicitam a punição das pessoas consideradas “erradas” ou “más”[2]. Porém, acostumados que estamos a ver o mundo de forma tão dicotômica, como mudar?

Comunicação

A proposta dessa sequência de artigos é entender quais os aspectos da comunicação que alimentam um padrão vibratório que resulta em um ambiente desarmonioso e violento em contraste com os aspectos que contribuem para a construção de uma sociedade acolhedora e harmoniosa, terreno fértil para a consolidação de uma cultura de paz. Atentos a essas questões, podemos, então, refletir de que maneira, inconscientemente, contribuímos para um determinado padrão vibratório indesejado e de que maneira podemos, conscientemente, nutrir a transformação dentro e fora de nós. Se você tem interesse, acompanhe essa jornada no nosso site para construirmos juntos um mundo que seja manifestação da paz.

[1]     Misericórdia: “Apesar de no decorrer dos tempos forte carga emotiva ter sido acrescentada a esse termo, há momentos em que é aplicado em sua acepção mais pura, para designar a ação de uma energia que cura e transforma os níveis materiais, humanos e psicológicos. Por essa energia, saldos cármicos que permaneciam em arquivo podem equilibrar situações presentes e propiciar novas conjunturas, mais favoráveis ao desenvolvimento da consciência”. TRIGUEIRINHO NETTO, J. Glossário esotérico. São Paulo: Editora Pensamento, 8ª ed., p. 289-290.

[2]     Para saber mais, vide o livro “Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais”. comunicação