Primeira Vigília Jovem de Adoração

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Depois de um intenso dia de atividades, integrantes da Campanha da Juventude pela Paz nos congregamos na cidade de São Paulo, Brasil, para conversar sobre o conteúdo do próximo festival, que ocorrerá na referida cidade em 21 de outubro de 2018.

Enquanto estávamos conversando sobre como integrar a ferramenta da oração ao festival, percebemos que necessitávamos viver um profundo momento de conexão interior para, depois, contribuir nesse campo.

Foi assim que surgiu a ideia de realizar uma vigília de adoração noturna, de hora em hora, sustentada pelos próprios jovens, na Sagrada Casa de Maria, Mãe Paulista, em São Paulo. Logo percebemos que havia grupos de jovens nas cidades de São Carlos e Belo Horizonte – onde também existem Núcleos-Luz da Comunidade-Luz Figueira – com os quais poderíamos realizar a tarefa de adoração de forma concomitante nos três núcleos, como também na Comunidade-Luz Figueira, localizada na cidade de Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, Brasil.

Os grupos jovens aderiram rapidamente à ideia e se organizaram para começar às 22 horas do dia 5 de outubro, até às 7 horas do dia seguinte.

A Adoração ao Corpo Eucarístico de Cristo é uma liturgia que, para qualquer jovem em uma grande cidade, pode ser algo que não exista em sua consciência. Em verdade, essa prática nos coloca diante de um grande mistério e nos recorda a simplicidade, o silêncio, o vazio de si e ativa fortemente o raio da devoção.

Adoração ao Santíssimo

Quando chegou o dia de organizar os horários para sustentar a vigília, sentimos fortemente que tínhamos que participar no início, no meio e no final; não podemos dizer porque, mas o impulso interno foi claro e preciso na hora de preencher os horários. Isso implicaria fazer a vigília, ir dormir, despertar às duas de novo, fazer outra vigília, ir dormir e, novamente, despertar duas horas depois para realizar a última prática. Claro que não pensamos muito e aderimos a esse mistério que brotava do mais profundo de nossos corações.

E assim foi, a princípio acreditávamos fazer um grande sacrifício indo dormir e despertando com poucas horas de descanso e assim sucessivamente; mas, quando chegou a última vigília, entramos na sala e nos ajoelhamos e, ao contemplar a Eucaristia, começamos a perceber como éramos fracos ante a presença do Santíssimo. Cada vez que entrávamos na sala, Ele estava ali, radiante, firme, forte; nem por um segundo deixou de contemplar-nos, acolher-nos e sustentar-nos ao longo da noite. Por outro lado, nós sentíamos frio, sono, necessitávamos sair, dar um tempo, não conseguíamos persistir da mesma forma. E aí, notamos como o Mestre mostra nossas fraquezas e, inclusive, nossas misérias. Uma lágrima caiu por nossas faces, mas, de repente, sentimos o sorriso do Mestre e percebemos que havia algo mais para aprender.

Também notamos como, cada vez que alguém se cansava e sentia frio, um irmão chegava para dar-nos alívio e ajudar-nos a persistir. Ao longo da noite, sem dar-nos conta, construiu-se uma grande corrente de irmandade e fraternidade pela união em um único propósito: a paz e o amor pelos jovens do mundo.

Estava aí a grande recordação, o grande aprendizado, o grande mistério: quanto podemos fazer unidos! Juntos pudemos estar toda a noite em vigília; juntos pudemos sustentar uma oferta abnegada; juntos pudemos estar firmes no propósito ante o Sagrado e Invencível Coração de Jesus!

2018-10-10T13:37:14+00:0010, out 2018|Notícias do Festival, Oração do Coração|