grupo jovem de Tandil
As apresentações musicais são uma das partes mais expressivas do Festival. Nesta matéria, entrevistamos uma integrante da equipe de produção musical dos Festivais. Confira:

Qual o papel da música no Festival?

A música tem um papel fundamental nos Festivais da Juventude pela Paz. É uma das principais protagonistas durante a jornada. Ao longo do dia, há uma diversidade de apresentações e propostas musicais, distintos gêneros e músicos de diferentes países. Tudo isso faz com que as pessoas queiram assistir a todas as apresentações e viver toda a jornada do Festival.

Produção Musical

Como são escolhidos os músicos do Festival?

A principal instância é a convocatória dos artistas locais, que se difunde algum tempo antes do Festival. Recebemos as propostas e as estudamos. Também recebemos sugestões de jovens locais da cidade onde será realizado o evento. Por último, o grupo da produção musical também investiga e busca artistas que sentimos que podem ter afinidade com a proposta do Festival.

E quais são os critérios para decidir sobre a participação ou não de um músico?

Levamos em conta a mensagem das músicas, o que dizem as letras. Também os gêneros musicais para que sempre haja diversidade e riqueza no Festival. Buscamos as músicas que transmitam valores positivos, como são os princípios do Festival: Harmonia, Paz, Amor, Fraternidade, Unidade, Consciência, Conexão com os Reinos da Natureza etc.

Existe preferência pela sonoridade regional da cidade onde será o Festival?

Sempre buscamos a presença da sonoridade regional. É algo muito bom quando essas propostas chegam. Também nos interessa a diversidade de estilos musicais e é muito bom quando músicos de outros países se aproximam da proposta, como ocorreu no Festival de Buenos Aires, com os irmãos do Chile: Benjamín Walker e Romina Gonzalez.

Os artistas perguntam sobre o aspecto espiritual do Festival?

Em alguns casos sim, em outros não. Há pessoas que se interessam e se envolvem mais com toda a proposta do Festival e alguns que o vivem mais da perspectiva musical. Sempre comentamos que o Festival é um encontro ecumênico, onde o que nos une é a aspiração de paz, a intenção de elevar a consciência da juventude e o amor pelo planeta.

Como é o retorno dos artistas sobre o Festival?

O retorno sempre é muito positivo. Os artistas sentem-se acompanhados e acolhidos. O acompanhamento e o acolhimento são uma das tarefas principais da produção musical. No geral, os artistas desfrutam muito do Festival; conhecem outros músicos e vivenciam várias das propostas da jornada. Alguns músicos ficam muito conectados à proposta e voltam quando o Festival é realizado em outras cidades. Como é o caso da banda Café que, depois de haver participado do Festival de Belo Horizonte, estará novamente, no Festival de Montevidéu, Uruguai.

Como é participar diretamente na produção musical do Festival?

É uma tarefa muito linda, onde se aprende muito. Escutamos muita música, conhecemos a diversidade de propostas e de músicos, fortalecemo-nos como grupo. Claro que tem suas exigências, pois no geral não contamos com tanto tempo para organizar os Festivais. Cada Festival é novo e diferente, é um novo começo e corremos muito contra o relógio (risos).

A música é uma expressão muito interna do ser humano. É um grande meio de comunicação. Tem um grande poder, já que chega a todos, sem exceção. Todos escutamos música. Quando a mensagem é positiva, proporciona momentos de alegria, de fraternidade e de esperança. Por isso, sinto que a música tem um papel fundamental dentro do Festival da Juventude pela Paz.

Confira aqui um pouco mais sobre os artistas confirmados para o Festival da Juventude pela Paz em Montevidéu!


Músico FJP