“… e um sopro de Deus agitava a superfície das águas” (Gênesis)

O seguinte conto zen budista relata uma experiência de iluminação repentina de um discípulo: “Certo dia quando cortava lenha, ao limpar as ervas daninhas do sítio, por acaso atirou algumas pedras e telhas partidas contra uns bambus. Escutou o som que produziam. Então, de repente, compreendeu e desatou a rir”.

Serra do CipóO Grupo Juventude pela Paz de Belo Horizonte (MG) realizou uma sintonia com a Mãe Natureza na Serra do Cipó, no mês de janeiro de 2019. Durante a trilha rumo à Cachoeira do Gavião, o grupo fez uma parada em um bambuzal à beira do caminho.

Na espiritualidade oriental, o bambu simboliza o vazio interior, a postura meditativa correta, a resistência e a maleabilidade. No conto zen supracitado, a presença do bambu remete ao necessário esvaziamento e despojamento interior para perceber a realidade que nos rodeia.

Catarina Rajão, participante da atividade, comentou sua experiência: “Foi lindo viver todo o percurso em contato com a natureza divina, com os irmãos e irmãs de luz, todos caminhando juntos e compartilhando de um sentimento de fraternidade. Eu senti muita paz e também vivi internamente alguns processos fortes ao me deparar com a grandeza da vida e da missão de se estar viva neste planeta Terra que tanto precisa de nossa ajuda”.

Uma das explicações para o nome da cachoeira do Gavião é a semelhança da formação rochosa que circunda a cachoeira com a asa da ave. A queda da cachoeira, em seu trajeto até mergulhar no curso do rio, é como se fosse o voo descendente de um gavião que sai da altura do monte em direção ao vale. O gavião, ave guardiã que é símbolo do poder da visão, convida-nos a observar atentamente as belezas da cachoeira com seu manto de pedras e estampas vegetais.

Serra do Cipó

Flora Agni, jovem que veio do interior de Minas Gerais para participar da expedição, disse que “internamente, senti como se estivesse em todas as montanhas em que já estive, ao mesmo tempo. Foi uma sensação de unidade, de que tudo é uno, de que Deus está em tudo e em todos”.

Catarina também compartilhou do sentimento de unidade: “Graças a esse dia, muitas coisas foram mexidas no meu interior e eu estou me sentindo mais forte e comprometida com a minha transformação pessoal e com a transformação planetária. Somos todos um em Deus, e eu percebi que abrir o coração para o amor universal e incondicional é a chave para realizarmos o nosso propósito divino e nos conectarmos com a unidade que todos somos”.

 

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